O REINO DE DEUS CHEGOU A NÓS! PARTE 1

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Que bom saber que o Reino de Deus chegou. Porém, que desafio descobrir que nossa responsabilidade se ampliou. Quando entendemos sobre o Reino e não nos posicionamos, somos considerados súditos do Rei e revelados ignorantes aos direitos que os príncipes têm por direito. Jesus disse: “Não vem o reino de Deus com visível aparência. Nem dirão: Ei-lo aqui! Ou: Lá está! Porque o Reino de Deus está dentro de vós.” (Lucas 17:20,21). O que Ele quis dizer com isso? Havia um questionamento dos escribas, que apontava para um reino distante, inatingível, impossível de ser alcançado, como se uma geração não pudesse nunca tomar posse, pois era construído por outras pessoas e interpretado por líderes acadêmicos. Jesus, como sempre, surpreende-nos, faz-nos repensar e eleva nossos conceitos, mostrando que o Reino de Deus é uma chave acionada no caráter, que não é de fora para dentro, mas de dentro para fora. Que o conceito do Reino não é interpretativo, mas vivenciado por aqueles que conhecem o Rei, e andam rigorosamente cumprindo os Seus princípios. É uma mudança de vida, introduzida pelo novo nascimento e ampliada pelo conceito correto de Quem é o Rei e quem somos no seu Reino. Anunciar ‘O Reino de Deus chegou’ é desafiar uma geração a promover o Rei e o que Seu Reino tem e exige de cada indivíduo que deseja mergulhar nessa promessa e consolidar esses princípios. Ninguém melhor do que Jesus e o Apóstolo Paulo para ensinarem sobre os princípios que devem ser vividos e o que precisa ser eliminado, apresentando o que é o Reino e o que não é o Reino. Em Romanos 14:17, Paulo diz que o Reino de Deus não é o que nós pensamos, mas o Reino de Deus é o que o Rei exige.“Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo.” (Romanos 14:17) A cultura romana era glutônica, ritualista em demasia, adorava o deus sol como sinal de luz para o caminho. No ritual do solstício, eles bebiam exageradamente e se davam à glutonaria em demasia, a ponto de instalarem vomitórios, para fazerem o depósito dos seus vômitos após, as suas orgias e prazeres da carne. A Igreja recém-nascida via que os reinos financiavam essas festas, e, por liberarem muita comida, eles se banqueteavam, inclusive, em rituais em coliseus, bancados pelo rei. Eles liberavam comidas e bebidas, e ainda se divertiam, assassinando pessoas que eram contra o rei, para divertimento do público e para alimentar o sarcasmo do rei e dos seus súditos, do mais baixo escalão ao mais erudito dentre eles. A Igreja absorveu essa cultura e costume, por isso Paulo discute esse assunto com tanta propriedade, para explicar o que é o Reino e o que não é o Reino, e desmistificar da mente da Igreja os conceitos internalizados, pois alguns fiéis queriam servir a Deus na mesma dimensão do culto a Cesar, com os interesses particularizados e interpretativos, de que a Igreja tinha que assumir os banquetes dos desejos da carne. Por isso, você verá como Paulo é implacável no capítulo 14 da Carta aos Romanos, elucidando a questão do Reino de uma forma muito contundente. Podemos avaliar que a visão de Paulo é extremamente polida, e que não se tem nenhum tipo de negociação nem barganha para servir a Deus. Falar isso para nós, que não temos o hábito de cultuar reis e imperadores, embora, alguns os sirvam como se fossem deuses, não nos dá a dimensão da guerra que Paulo estava entrando ao desafiar os poderosos e deixar esses documentos celebrados para nossa geração, assim como foi para a geração dele e será para as gerações futuras se o Messias não voltar. O que Paulo, Apóstolo do Senhor Jesus, o Cristo, advoga nessa Carta aos Romanos, nesse versículo tão contundente? O que comporta no Reino de Deus e o que não comporta no Reino de Deus. E isso ele faz com uma propriedade sem fim, e provoca uma revolução em meio aos romanos, que precisavam absorver uma anticultura, e como era do caráter de Paulo, experimentar o bom, perfeito e agradável, pela renovação da mente. “Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus. Porque pela graça que me é dada, digo a cada um dentre vós que não pense de si mesmo além do que convém; antes, pense com moderação, conforme a medida da fé que Deus repartiu a cada um.” (Romanos 12:1-3) O que Paulo nos ensina? 1. O que não é Reino É importante as pessoas saberem o que não é o Reino, para que não fiquem ziguezagueando de um lado para o outro, como se não tivessem nenhuma responsabilidade com a chamada. É preciso saber o que não é o Reino, porque temos uma vocação impressa no espírito para mudar a nossa geração, para lutarmos contra a cultura humanista, plantando o Reino e sua Justiça, para que as outras coisas sejam acrescentadas. Todo reino é composto por um rei, um brasão, uma língua, um exército, uma bandeira, um grito de guerra ou um hino que expresse a sua história. Esse povo, que compõe o reino, tem o perfil do rei, o caráter do rei, e obedece, irrestritamente, aos comandos do rei. O sistema monárquico foi instituído por Deus. “E te farei frutificar grandissimamente, e de ti farei nações, e reis sairão de ti.” (Gênesis 17:6). De fato, os reinos e reis, assim como as autoridades, foram criados por Deus. A Palavra declara: toda autoridade é constituída por Deus. “Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas. De modo que aquele que se opõe à autoridade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos condenação.” (Romanos 13:1,2) Sabemos a Quem pertence o Reino. A Bíblia declara: “O sétimo anjo tocou a trombeta, e houve no céu grandes vozes, dizendo: O reino do mundo se tornou de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará pelos séculos dos séculos.” (Apocalipse 11:15). O Reino de Deus é do Senhor e Cristo Jesus, e Seus filhos. Por isso, a visão monárquica tem tanta força. Mesmo com o sistema democrático que nós vivemos, os nossos chefes de estado, os nossos presidentes têm regalias de rei, moram em palácios e têm tudo que está descrito acima. O reino de um rei é maior que qualquer pensamento e maior que qualquer indivíduo, pois ele tem leis e princípios que não podem ser quebrados. Sabemos que somos filhos do Rei, isso é verdade, mas se estamos infringindo os princípios, seremos, inevitavelmente, punidos. Todos querem os direitos, mas poucos almejam os deveres. O Reino é regido por direitos, mas muito mais por deveres. Fonte: www.mir12.com.br

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